Manutenção preditiva
Utilizar os dados dos equipamentos e da sua condição para antecipar falhas.
Só há eficácia e fiabilidade quando a produção e a manutenção deixam de trabalhar em silos
Transformamos a relação entre a produção e a manutenção através dos nossos serviços de consultoria em TPM, que integram abordagens preditivas e planeadas na rotina diária, para que a manutenção cumpra o papel para o qual foi concebida: ser uma função de suporte que garante a continuidade da produção, e não uma equipa de resolução de problemas urgentes chamada só quando os problemas já surgiram.
Kobetsu KAIZEN™
Os resultados estão à vista e devemos concentrar-nos e dedicar o nosso tempo à melhoria contínua, e não a discutir aspetos que não são mensuráveis.
Vimos as ferramentas em ação e funcionam. As melhorias são reais. E agora estamos a preparar a segunda fase, com ainda mais ambição do que antes.
O mais difícil não é explicar o modelo, mas sim transmitir a experiência de o termos vivido. As ferramentas podem ser documentadas, mas a mentalidade que lhes está subjacente não se aprende num manual.
Para além da melhoria do tempo de ciclo que a equipa alcançou, passámos a ter um processo de troca de série consistente, independentemente do operador, e incutimos na nossa equipa a confiança de que otimizar os procedimentos poupa tempo, tornando ao mesmo tempo o trabalho mais fácil e menos desgastante para eles.
A mudança cultural acontece quando as pessoas começam a identificar oportunidades por si próprias e a agir sobre elas sem que ninguém lhes peça. Não há um momento exato em que isso aconteça, mas, quando o vemos, reconhecemo-lo. É o indicador mais fiável de que o modelo se enraizou verdadeiramente.
Para nós, o sucesso não se resume a atingir determinado KPI. Trata-se de criar uma cultura em que a melhoria está presente em tudo o que fazemos.
Quando as avarias ditam o plano de produção: a manutenção dedica-se sobretudo à resolução de problemas urgentes, os equipamentos críticos falham de forma recorrente, os custos de manutenção e o stock de peças de substituição não param de aumentar, o OEE é baixo ou instável e o Business Case para substituir os ativos envelhecidos continua a ser adiado. A manutenção reativa é a mais cara que existe, só que o seu custo fica diluído nas perdas de produção.
O sistema de manutenção é reconstruído com base nos princípios do Total Productive Maintenance. Os operadores assumem a responsabilidade pelos cuidados básicos dos equipamentos através da manutenção autónoma, o planeamento passa de uma lógica reativa para uma lógica preventiva, os dados de falhas orientam estratégias baseadas na criticidade dos equipamentos e as tecnologias de manutenção preditiva são aplicadas onde o seu custo se justifica face ao risco. A manutenção e a produção deixam de trabalhar em sentidos opostos.
O programa começa por mostrar quanto custa não parar: cada avaria não planeada custa mais tempo do que a intervenção planeada que a teria evitado. As janelas de manutenção planeada são introduzidas por fases, primeiro nos equipamentos críticos e muitas vezes durante as trocas de produção já previstas e os períodos de menor procura. A fiabilidade recuperada compensa rapidamente o investimento.
A evolução típica mostra uma redução das avarias e ganhos de OEE nos equipamentos-piloto em poucos meses, seguidos de uma descida dos custos de manutenção e do inventário de peças de substituição, à medida que o plano preventivo amadurece. O MTBF aumenta, o MTTR diminui e, num horizonte mais longo, a vida útil dos ativos prolonga-se, o que permite adiar investimentos de capital que se julgavam inevitáveis.